Durante entrevista concedida ao programa Tribuna 101, da Rádio FM Cidade de Pedreiras, na manhã desta terça-feira (24), a deputada estadual Mical Damasceno (Republicanos) abordou temas ligados à sua trajetória política, à pré-candidatura a deputada federal e ao cenário das eleições de 2026. Entre os assuntos que mais chamaram atenção estiveram as declarações sobre a sucessão estadual, o apoio ao secretário Orleans Brandão e as críticas ao vice-governador Felipe Camarão.
Representante da pauta conservadora no Maranhão, Mical afirmou que sua trajetória política foi construída sem apoio de prefeitos e sustentada principalmente pelo eleitorado evangélico e conservador.
Segundo a parlamentar, sua pré-candidatura à Câmara Federal surgiu após a inviabilização de um projeto de candidatura ao Senado.
"Nós estávamos numa pré-candidatura ao Senado, mas a legenda não foi liberada. Foi frustrante, mas seguimos a orientação da convenção e decidimos disputar uma vaga para deputada federal", afirmou.
Apoio declarado a Orleans Brandão
O momento mais político da entrevista ocorreu quando a deputada foi questionada sobre a disputa pelo Governo do Maranhão em 2026.
Integrante da base do governador Carlos Brandão, Mical confirmou apoio ao secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, apontado como principal nome do grupo governista para a sucessão estadual.
A deputada elogiou o trabalho do governador e destacou a aproximação da atual gestão com o segmento evangélico.
"Nós estamos apoiando hoje o pré-candidato Orleans porque é uma pessoa que sempre nos apoiou no mandato. Tudo que levávamos enquanto ele era secretário municipalista recebíamos apoio. Muitas pessoas criticam por ele ser jovem, mas eu acredito na juventude e acredito nesse projeto para o Maranhão", declarou.

Conservadora, mas aliada de um grupo ligado ao presidente Lula
Um dos momentos mais delicados da entrevista aconteceu quando os apresentadores questionaram uma aparente contradição entre o posicionamento conservador da deputada e seu apoio a Orleans Brandão, que já declarou alinhamento político ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao responder, Mical procurou separar sua atuação ideológica da relação política mantida com o governo estadual.
Segundo ela, o apoio ao grupo Brandão é institucional e não significa alinhamento ao governo federal.
"Para mim, Lula é um ex-condenado e nós não vamos votar nele. Eu não mudei minhas ideias, não mudei meus princípios. Minha relação com o governador é institucional", afirmou.
A parlamentar acrescentou que o governador Carlos Brandão respeita suas posições ideológicas e que a parceria tem permitido avanços em ações voltadas ao segmento evangélico.
Ataque a Felipe Camarão
Outro trecho que gerou repercussão foi quando Mical Damaceno comentou a situação política do vice-governador Felipe Camarão (PT), que é apontado como possível candidato ao Palácio dos Leões.
A deputada fez duras críticas ao petista e minimizou suas chances eleitorais.
"Graças a Deus que nós nos livramos. Camarão hoje é um natimorto. Essa é a verdade", disparou.
Ela também afirmou que o vice-governador perdeu espaço político após os embates públicos com setores conservadores e evangélicos.
Maranhão não é de esquerda, diz deputada
Ao analisar o cenário eleitoral, Mical defendeu que o Maranhão não possui uma maioria ideologicamente alinhada à esquerda.
Na avaliação da parlamentar, o estado possui uma tradição eleitoral ligada ao presidente Lula, mas isso não significa adesão automática a candidatos do campo progressista.
"O Maranhão não é esquerdista. O Maranhão é lulista. E Lula não consegue transferir seus votos para outra pessoa", avaliou.
Ela também previu crescimento das candidaturas conservadoras nas eleições de 2026, tanto para o Congresso Nacional quanto para a Assembleia Legislativa.
Críticas à oposição e denúncias de perseguição
Durante a entrevista, Mical ainda acusou adversários políticos de promoverem perseguição contra o governador Carlos Brandão e contra a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale.
Segundo a deputada, decisões e projetos do governo têm sido constantemente judicializados por grupos oposicionistas.
"Tudo que o governador faz é judicializado. Ele poderia fazer um governo ainda melhor se não sofresse tanta perseguição", afirmou.
Defesa das pautas conservadoras
Ao longo da conversa, a deputada também reforçou bandeiras que marcaram seus mandatos, como a defesa da liberdade de expressão, da família tradicional e dos valores cristãos.
Mical voltou a defender declarações anteriores sobre a estrutura familiar baseada em princípios bíblicos e afirmou que suas posições são compreendidas por grande parte do eleitorado cristão.
Entrevista completa no Canal do Youtube @FMCidade.101